sábado, 10 de abril de 2010

História da Comunicação - Profª. Andréa Souza


OS TIPOS MÓVEIS E TINTAS


    A invenção da imprensa de caracteres móveis é considerada a origem da comunicação de massas por constituir o primeiro método viável de disseminação de idéias e de informação a partir de uma única fonte.
    A contribuição de Johannes Gutenberg para a evolução da imprensa constituiu em reunir num sistema integrado várias operações necessárias à produção de material impresso: tipos móveis, produção de tinta, emprego de prensa e abastecimento de papel.
    Os tipos móveis (letras grandes geralmente feitas de metal que agrupadas formavam textos), a tinta, prensas e o papel já faziam parte do cotidiano de muitos profissionais. Coube a Gutenberg juntas técnicas e materiais para mecanizar a produção de material impresso. Foi assim que ele adaptou uma prensa utilizada na produção de vinhos, que consistia de um suporte fixo e uma parte superior móvel com o formato de um parafuso gigante. Uma fôrma com os tipos móveis era colocada sob a parte fixa, passava-se tinta no bloco de palavras, colocando-se a folha por cima. Em seguida, a parte superior da prensa era movida para baixo e pressionava o papel contra os tipos.
    Assim nasceu a Tipografia, precursora da imprensa moderna.
  Depois da invenção dos tipos e a adaptação da prensa vinícola, Gutenberg seguiu experimentando com a prensa até conseguir um aparelho funcional.
    Também pesquisou sobre o papel e as tintas. Uns e outras tinham que se comportar de tal modo que as tintas se absorvessem pelo papel sem escorrer-se, assegurando a precisão dos traços; precisava-se que a secagem fosse rápida e a impressão permanente. Por isso, Gutenberg experimentou com pigmentos esmagados a base de óleo de linhaça e negro-de-fumo que tinha a propriedade de aderir perfeitamente às superfícies metálicas, que não só usou para imprimir com as matrizes, senão também para capitulares e ilustrações que se realizavam manualmente. Porém, é preciso dizer que um preparado do gênero era já usado há algum tempo pelos pintores da Escola Flamenga.
   A tipografia foi inventada em 1445 por Gutenberg, mas esse invento foi na verdade o aperfeiçoamento de um processo que já era usado na China, no século XI.
   Em 1450, Gutenberg contraiu um empréstimo com Johann Fust para dedicar-se a uma obra de fôlego: a produção de uma Bíblia. Gutenberg deu a Fust como garantia se não pagasse o empréstimo todos os seus instrumentos e obras. Em 1455, depois de realizada a impressão da Bíblia, a sociedade desfez-se por diferenças de interesses e direitos, provocando entre os dois tal desarmonia, necessitando inclusive da intervenção judicial. O resultado do julgamento determinou a compensação da divida. Fust ficou com todo o negócio de Gutenberg: a impressora, os tipos e as Bíblias já completas.