domingo, 3 de maio de 2009

... em Câmera Lenta !


Primeiro são os olhos que, de repente, se encontram de uma maneira diferente. Os dois sabem que chegara o momento tão esperado. Depois, são os rostos que vão se aproximando, para dar ação ao que os olhares tanto desejavam. A medida em que se aproximam, pode-se notar um olhar sério, compenetrado, acompanhado de um sorriso de canto de boca. O coração bate acelerado, tentando apressar o encontro das bocas. Enfim, as bocas se tocam. Então, os olhos já tratam de fechar devagarzinho, para que se possa sentir melhor o toque dos lábios, como se ali se concentrasse todo o prazer. As bocas vão se abrindo com delicadeza, para que as línguas também se encontrem. O coração bate mais forte. Os corpos se aproximam cada vez mais, trocando carícias entre si. Pode-se sentir o calor do outro, a pele e o cheiro. A partir disso, as línguas já se perderam entre as bocas, não podendo mais se distinguirem. Rostos juntos, bocas se envolvendo, línguas se tocando, coração pulsando intensamente, calor. O movimento sincronizado, como se pudessem saber o que se passa na cabeça um do outro, como se soubessem o que cada um planeja fazer. Porém, sempre há uma mão que acaricia de surpresa, que toca de maneira antes não pensada. Arrepios. Alegria. Euforia. Pausa no tempo. Mas, chega a hora de separar-se. Vagarosamente cada parte vai se devencilhando, como num filme em retrocesso. As bocas se separam, ainda com o molhado compartilhado. Os olhos se abrem e as bocas nem sabem o que dizer, como se o beijo já houvesse dito o suficiente e as línguas já tivessem conversado. Ainda assim, um sorriso surge nos lábios, resultado do prazer de outrora. Um último toque entre bocas e um abraço forte.







Isso foi a descrição de um beijo de alguém que ainda não tivera experimentado tal sensação